Lucrando quase R$ 1 bilhão em seis meses, UHE Santo Antônio deixa suspeitas sobre possível falência - ASSFAPOM - Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia

Lucrando quase R$ 1 bilhão em seis meses, UHE Santo Antônio deixa suspeitas sobre possível falência

11/05/2018 - [17:21] - Notícias

Criada para garantir o bom andamento dos aspectos regulatórios, operacionais e tecnológicos, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, pode ser o principal fator para a suposta bancarrota financeira do consórcio que administra a Hidrelétrica de Santo Antônio, localizada na cidade de Porto Velho, capital de Rondônia.

Um empreendimento que já custou mais de R$ 20 bilhões aos cofres públicos e é alvo de severas investigações por agentes federais que integram a força tarefa da operação Lava Jato sob a suspeita de pagamento de propina à autoridades públicas e políticas, a hidrelétrica de Santo Antônio deve aproximados R$ 724,8 milhões à CCEE em decorrência de acordos não cumpridos de funcionamentos.

Contra a parede, o consórcio decidiu alardear que poderá decretar falência caso a dívida continue sendo cobrada da forma veemente como vem sendo feita, causando gravíssimos transtorno ao sistema de fornecimento de energia em todo o país.

Mas, um fato que vem chamando atenção e que não deixa a conta fechar foi o lucro impressionante registrado pelo mesmo consórcio ao final de 2016, R$ 654,2 milhões, isso apenas em um semestre do ano. A estimativa é de que o lucro da usina de Santo Antônio tenha crescido em até 74%.

Esses números acabaram deixando confusa a comunidade e setores envolvidos no tema, pois se uma empresa lucra quase R$ 1 bilhão em apenas seis meses, e um fenômeno incomum que alguns meses depois ela declare possibilidade de falência. As teorias são muitas, a primeira é de que os lucros estão mascarados, a outra é de que a vida financeira do consórcio esteja inda de vento em polpa e isso seja apenas uma manobra para não arcar com a dívida, e aí por diante.

Outro ponto é que o consórcio não falou sobre a suposta trágica condição financeira quando exerceu intenso lobby para que o lago da hidrelétrica fosse elevado, mesmo com denuncias do MPF e autoridades ligadas às comunidades atingidas, garantindo que não havia estudo de impactos. A única palavra dada pelo consórcio é de que repassaria R$ 1 milhão à cada município rondoniense e mais R$ 30 milhões para Porto Velho, mas como uma empresa em situação econômica delicada poderia arcar com tal compromisso? Foram os deputados enganados e a comunidade colocada no prejuízo mais uma vez?

Essas são respostas que apenas o tempo e os representantes do consórcio dirão, enquanto isso a briga continuará na Justiça para que o valor seja negociado assim como a sua forma de pagamento, não sendo descartado que os contribuintes sejam o financiador final.

Fonte: JH

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